<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037</id><updated>2011-04-21T20:53:07.404+02:00</updated><title type='text'>"No Covil do Lobo Não Há Ateus"</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-7355770770046527704</id><published>2007-10-18T01:34:00.000+02:00</published><updated>2007-10-19T11:31:44.913+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>,&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Rxact749mkI/AAAAAAAAAA4/rtB32jLPTgs/s1600-h/joselero_new.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122453939165174338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Rxact749mkI/AAAAAAAAAA4/rtB32jLPTgs/s320/joselero_new.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Carta Nómada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido avô,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sei que ainda lê o que eu escrevo, caso contrário jamais escreveria o que quer que fosse, sempre me ouviu, sempre teve o cuidado de mostrar algum interesse, ou pelo menos simular alguma atenção aos meus movimentos, aos meus sons, com os seus gestos de pastor paciente, observador, resignado perante o prado ondulante que cercava o palácio abandonado onde morávamos e onde eu brincava, com meus irmãos e primos, à laia de bezerros confusos na liberdade. Relembro principalmente os fins de tarde, quando o Verão interrompia o silêncio dos canaviais com os seus afagos de brisas clandestinas, para poder beber a água do rio que serpenteava a terra impregnada de relva rastejante e nós, pais e filhos, avós e netos, gentes e cães rafeiros, num retrato móvel de cenário rural, perante o olhar desconfiado da cidade que circundava toda esta fotografia marginal.&lt;br /&gt;O seu olhar impenetrável assustava os meus irmãos, a distância que por vezes impunha e as rugas que lhe serpenteavam a cara como o rio a terra, deixava-os com medo de se aproximarem, de rirem, de serem ciganos ao pé de si, de poderem saltar para o seu colo, como eu tanto fazia naquelas tardes de Verão. Não sei porquê, mas revia-me no mapa de rugas do seu rosto, nas suas pesadas e marcadas mãos, eram mãos minhas, eram rugas minhas, fora uma vida trilhada para que eu pudesse hoje escrever-lhe, para que eu pudesse hoje saborear os conselhos de outrora, o seu olhar à distância, sentado nos degraus da porta do palácio a fumar aquele tabaco de enrolar que tantas vezes lhe fui comprar na mercearia do largo. O seu ar ausente contrapunha-se ao seu espírito activo e sábio, ensinava a contar, a ler, a dançar, a falar. Por si tínhamos mais alegria ainda, vivendo interpretando os quase invisíveis códigos sociais, para que nos entendessem também melhor, mas nem sempre foi conseguido, assim como também raramente nos deram hipóteses de nos aproximarmos.&lt;br /&gt;Tinha talvez uns 9 anos quando o avô nos chamou para ouvirmos um disco vinil de flamenco, um cigano ainda novo estava a dar que falar, Camaron de la Isla. Todos escutámos impávidos, as suas mãos fecharam-se em complexos nós de marinheiro, para de seguida se desatarem em estalos de dedos, os seus olhos desapareciam, os seus pés acompanhavam o compasso ao mesmo tempo que a poeira pintava os sapatos de um amarelo seco, idêntico ao das fotografias da sua juventude, que tantas vezes observei. O sangue que nos corria nas veias fluía também ao ritmo da música, eu dançava sem vergonha, de peito intumescido, as mulheres aproximavam-se, marcavam tempos musicais ao som de palmas cuidadosamente compassadas, os olhares, o seu olhar principalmente, elevava-me até me perder no tempo e no espaço, suava, pisava o chão, abria a camisa, quase a rasgava, gritava, rodopiava, e sentia a nossa alma mais forte que nunca. - Sou cigano, de sangue, pele, de tudo o que me rodeia, sentia eu, elevando-me cada vez mais perante os olhares envaidecidos da minha gente.&lt;br /&gt;As veias cerradas de homem adulto brilham agora com o reflexo da luz no suor, o palco de madeira substituiu os caminhos de cabra, o fumo deu lugar ao pó amarelo idêntico ao amarelo da fotografia em que o avô montava um cavalo negro, os olhares dos meus antepassados, dos meus irmão, da minha gente, deram lugar a olhares consumistas, que me compram como um produto qualquer, gostam de ouvir as guitarras, os pés a baterem no estrado de madeira, mas nunca irão entender a minha admiração pelas rugas secas da sua cara avô… se ao menos eles entendessem a minha alegria por escrever-lhe esta carta, a minha garra em dançar junto dos meus, este sorriso estampado no rosto do meu corpo marginal, jamais me comprariam, subiriam ao palco, suavam comigo, batiam os pés, saltavam com ganas até não poderem mais… jamais me comprariam. As luzes apagam-se, a música adormece, toda a gente deixa de me consumir, após um elogio, quantas vezes néscio, de palmas longas, prolongadas no tempo, tão prolongadas quanto o silêncio do seu olhar, avô… e eu, a caminho do camarim, repiso os prados verdes, tropeço na bola de futebol dos meus primos, e alcanço uma das suas rugas na minha testa, revejo o palácio abandonado, fecho os olhos, fecho a minha boca para não ter de perguntar em voz alta, onde está, avô, onde está o meu povo?? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-7355770770046527704?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/7355770770046527704/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=7355770770046527704' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/7355770770046527704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/7355770770046527704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/10/carta-nmada-querido-av-sei-que-ainda-l.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Rxact749mkI/AAAAAAAAAA4/rtB32jLPTgs/s72-c/joselero_new.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-4004781956282800690</id><published>2007-04-25T17:26:00.000+02:00</published><updated>2007-04-25T17:31:04.177+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Ri90JFSx9bI/AAAAAAAAAAw/Mpfq5sA2V44/s1600-h/bailarina.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Ri90JFSx9bI/AAAAAAAAAAw/Mpfq5sA2V44/s320/bailarina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057388605948949938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;     &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ó Bailarina&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi-te ó bailarina,&lt;br /&gt;a dançar com o meu olhar&lt;br /&gt;e a cortejar os sentimentos&lt;br /&gt;das almas que te seguiam,&lt;br /&gt;e na ponta dos pés erguida&lt;br /&gt;eu vi-te ó alma voadora&lt;br /&gt;Acima da metáfora da vida.&lt;br /&gt;Desce o pano, cala-se o piano,&lt;br /&gt;e o teu véu virgem esconde a sombra&lt;br /&gt;Que nem suspeitávamos existir.&lt;br /&gt;Eu vi-te ó alma despida,&lt;br /&gt;sozinha por trás das cortinas,&lt;br /&gt;acima da metáfora da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-4004781956282800690?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/4004781956282800690/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=4004781956282800690' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/4004781956282800690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/4004781956282800690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/04/bailarina-eu-vi-te-bailarina-danar-com.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Ri90JFSx9bI/AAAAAAAAAAw/Mpfq5sA2V44/s72-c/bailarina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-1261925260840955241</id><published>2007-03-30T15:55:00.000+02:00</published><updated>2007-03-30T19:25:53.550+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Rg0YiPp1AzI/AAAAAAAAAAo/zSx7EUFoXKo/s1600-h/tanques+da+roupa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047717733948785458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Rg0YiPp1AzI/AAAAAAAAAAo/zSx7EUFoXKo/s320/tanques+da+roupa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Há Vidas Assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tens que estudar muito para seres alguém na vida, para poderes ter um bom emprego, teres a tua casa e a tua família. Ouvi isto tinha talvez nove anos, embora não fosse sequer necessário ouvi-lo pois as evidências eram mais que muitas, as vidas que me rodeavam rumavam sempre num sentido, à laia de cursos de água e eu, como qualquer outro animal, absorvia o destino que me fora traçado à nascença, sem inquietação, sem ansiedade, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;- sim, casar e ter filhos, ter emprego e ganhar dinheiro, ser alguém na vida&lt;/span&gt;, até porque aos nove anos resolve-se qualquer ansiedade com uma bola de futebol, duas balizas e mais uns amigos, ou até mesmo sozinho no riacho que alimentava as hortas dos meus avós. Passava horas a ver aqueles peixes microscópicos e a desarrumar os seixos, atirando-os de um lado para o outro. Nos primeiros dias de Verão, quando o sol batia na janela em jeito de despertador, apressava-me a sair de casa, só para apanhar as rãs ainda meio adormecidas, mergulhava a mão no lodo e de uma assentada apanhava quatro rãs, pegava num saco de plástico e com um pequena rede improvisada pescava uns quantos girinos. Após concluída a pescaria, depositava a mercadoria anfíbia nos tanques onde as mulheres lavavam a roupa, tapava os tanques um a um e desaparecia para a escola. – Madjer aparece hoje nos tanques depois da aula, avisa o Amadeu. O pior eram mesmo as aulas, quatro paredes pinceladas com desenhos primaveris, cadeiras desengonçadas e mesas pálidas a condizer com o tédio branco da bata da professora, com o tédio daquele discurso inexorável. Tantas rãs para eu apanhar, tantos golos para marcar, tanta vida para viver, sim, brincadeira mesmo, divertimento puro e duro, mas não, eu tinha que ser alguém na vida. A professora já começava a detestar as minhas encenações na sala de aula, ora puxava de um lápis de cor e simulava ser um empresário de sucesso a fumar uma cigarrada depois de mais um negócio fantástico: - vou ser alguém, ainda hoje vendi mais vinte rãs aos miúdos da rua Branca, em poucos minutos arrecadei dez berlindes azuis e um abafador dos maiores, ora sonhava os golos marcados (dois com o pé direito e um com o pé esquerdo, após drible perfeito a dois adversários), ou então agrupava os livros na minha secretária e simulava ser um piloto de uma nave espacial. Tudo ali ao meu dispor, o trem de aterragem descia ou subia ao tocar com a palma da mão no livro de matemática, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Ainda falta muito para tocar professora?&lt;/span&gt; , atingia a velocidade da luz quando o livro de português fosse colocado na vertical, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;- Pára com isso imediatamente, todos os dias a mesma palermice, sou professora ou sou o quê afinal?&lt;/span&gt; Calmamente pressionava o livro de matemática, o trem descia, tirava a chave da ignição da nave e sentia uma falta enorme da minha mãe, da sua voz, dos seus bolos de iogurte, das suas repreensões moralistas, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;- mas estás-me a ouvir meu cabeça no ar?&lt;/span&gt; , e eu de pés e mão atadas à secretária, à cadeira, à teimosia dos outros em quererem, sabia lá eu porquê, que eu fosse alguém na vida. Tocava para a saída, todos os putos a correr para os braços das mães, ~U&lt;strong&gt;ma fatia de bolo, feito pelas tuas mãos, e nem precisavas de me vir buscar à escola&lt;/strong&gt;, o Madjer já me esperava junto à velhota que vendia tudo o que era guloseimas, uma senhora gorda de avental azul escuro, sempre sentada num banco de madeira, ainda mais velho do que ela, nunca a vi chegar, nem a partir, nunca a vi envelhecer sequer, no entanto eu tinha que ser alguém aos nove e ela tinha que vender rebuçados aos setenta anos de idade. Sempre acreditei que ela fosse alguém, pelo menos o bolso do avental abarrotava com tantas moedas, mas as mães, que levavam as crianças pela mão, &lt;strong&gt;Hoje também não me vieste buscar&lt;/strong&gt;, garantiam que não, que aquelas mãos enrugadas, perdidas entre trocos e rebuçados, eram mãos que deveriam ser tomadas como exemplo por todos os que conduziam naves na sala de aula. Às dezasseis horas em ponto lá estávamos no morro que dava para as traseiras dos tanques, as primeiras mulheres chegavam também, com alguidares apoiados nas cabeças, apinhados de roupa, o Amadeu interrogava-me com alguma estupefacção: - conseguiste apanhar dez rãs ?! O Madjer rezava para que as rãs não dessem sinal de vida antecipadamente, ao mesmo tempo que retalhava com os dentes uma azeda. A primeira mulher, uma vizinha minha, destapou o tanque, e afogou a roupa na sua água, quando as rãs saltaram para cima do branco dos lençóis, começou o festival, o Madjer já rebolava no chão a rir, o Amadeu, que fora avistado pela tia, fugira sem deixar rasto, as rãs, desorientadas com os gritos, saltavam rumo ao verde das ervas, um alguidar tombava para cima de um pé, a minha vizinha, mais verde que as rãs e ervas, subira para cima da sogra e eu, já com saudades de perder tudo aquilo no dia em que fosse alguém, mantinha-me tranquilo, sem pestanejar, a respirar o ar livre fora da sala de aula, a ouvir o coaxar das rãs, a contemplar o despertador do sol, a relembrar as mãos mergulhadas no lodo do rio e os golos marcados como os do Rui Águas no portão da oficina, a ver ainda ao longe a velhota das guloseimas a contar os trocos no bolso do avental, e a continuar a desejar o teu bolo de iogurte, que me aguardava, redondo, em cima da mesa da cozinha. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-1261925260840955241?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/1261925260840955241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=1261925260840955241' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/1261925260840955241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/1261925260840955241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/03/h-vidas-assim-tens-que-estudar-muito.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Rg0YiPp1AzI/AAAAAAAAAAo/zSx7EUFoXKo/s72-c/tanques+da+roupa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-8081552249891688056</id><published>2007-02-25T21:55:00.002+01:00</published><updated>2007-03-10T23:21:41.408+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/ReH9_E0ktMI/AAAAAAAAAAY/rQlDCd-7sd4/s1600-h/393216-482981.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035585118444762306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/ReH9_E0ktMI/AAAAAAAAAAY/rQlDCd-7sd4/s320/393216-482981.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Estados de Alma&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda há pouco tinha a caneta no bolso, uma azul, de uma marca conhecida, francesa acho eu, e agora não sei onde meti aquilo. Bolsos e mais bolsos e mais buracos nas calças, para quê todos estes artefactos desnecessários se acabo sempre por perder tudo? É isso e as gavetas da secretária do meu consultório, sete gavetas, e ando sempre à procura do papel perdido algures. Não tenho paciência, isto seria óptimo sem bolsos e sem gavetas, sem papeis e sem canetas, tudo ao natural: - O senhor sente-se pior da depressão??? Arranje algo para fazer que isso já lhe passa, deixe a bebida e vá procurar uma mulher, por exemplo. Assim sem mais, emitia apenas um parecer informal, ganhava o mesmo, não tinha que prescrever receitas médicas e acumular papelada inútil e no fim de tudo, provavelmente, o efeito não seria muito diferente, uma depressão mais ou menos prolongada, com réplicas posteriores, mas e o dinheiro que se poupa nos medicamentos? São estas coisas que me lixam, não há dinheiro para comprar o batom para você meter nos beiços, nem para ir ao cabeleireiro arrumar essa desengonçada nuvem de cabelos, mas para comprar a merda dos fármacos vem a correr todas as semanas, com medo que a droga acabe. Prefiro aturar os esquizofrénicos, têm qualquer coisa de original e raramente se lamentam, vivem sem olhar para trás. Estão ali dois, de pijama às riscas, mesmo em frente ao portão que dá para a Avenida do Brasil, que teimam em dizer que no amor não existe ilusões, nem desilusões, se existe amor existe lucidez, uma certeza tão grande no outro que nada pode abalar esse sentimento. Ainda ontem lhes perguntei: E o ciúme? E os momentos em que sonhamos sem parar? E as discussões? E as crises? E a euforia? Tudo isto não abala, ou nos eleva? Riram-se e responderam-me com uma tranquilidade convicta: - Você ainda não ama, isso é aquela coisa de gostar-se muito, de querer estar com a pessoa desejada para descarregar as tensões do dia-a-dia, de se rever no outro, é claro que até pode gostar dela, mas amar é outra coisa, é aquilo que só irá sentir quando os últimos dias chegarem, quando mesmo às escuras reconhecer o calor da pessoa amada. Os carros buzinam na avenida, &lt;strong&gt;O que é que estes malucos entendem de sentimentos amorosos?&lt;/strong&gt;, por entre as folhas amarelas das acácias e os chinelos rasos dos doentes que se passeiam em busca dos cigarros transeuntes. São precisamente 18 horas, o sol macilento espreita por cima dos prédios, chega ao fim mais um dia, &lt;strong&gt;Você ainda não sabe o que é amar homem&lt;/strong&gt;, guardo tudo nas gavetas, mesmo os papeis que amanha vou dar como perdidos. Vou chegar a casa e tomar um bom banho, jantar uma boa mariscada e emborcar uma relíquia de champanhe que guardei algures numa prateleira do frigorifico, penso que foi na primeira, ou ainda não o comprei? Prefiro andar a pé depois do trabalho, &lt;strong&gt;Amigo tem um cigarrinho?&lt;/strong&gt;, aproveito para desentorpecer as pernas, livrar-me do cheiro dos corredores do hospital e das receitas médicas copiadas uma após a outra. Por vezes perco-me no caminho, por exemplo são 21 horas e ainda aqui ando, à procura da minha casa na gaveta do prédio, &lt;strong&gt;Tenho a certeza que moro no 22&lt;/strong&gt;, subo as escadas, &lt;strong&gt;Afinal deve ser no 20&lt;/strong&gt;, abro a porta sorrateiramente, &lt;strong&gt;Afinal sou eu que não quero encontrar parte de mim naquelas quatro paredes&lt;/strong&gt;, e ouço a televisão na sala a resmungar sons que não quero conhecer, tiro os chinelos rasos e o pijama às riscas, deito-me sem comer a mariscada, &lt;strong&gt;Afinal o champanhe não existe&lt;/strong&gt;, e levo à boca quatro comprimidos e um copo com água, num gesto mecânico. Nem acendi a luz, mas senti a tua mão a afagar-me a testa, senti os teus lábios doces na minha orelha e a tua voz a embalar-me, na escuridão, com uma frase que julgo tê-la ouvido: - Vais ficar melhor meu amor, tenho a certeza…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-8081552249891688056?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/8081552249891688056/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=8081552249891688056' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/8081552249891688056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/8081552249891688056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/02/estados-de-alma-ainda-ontem-tinha.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/ReH9_E0ktMI/AAAAAAAAAAY/rQlDCd-7sd4/s72-c/393216-482981.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-2529461674229573455</id><published>2007-02-10T17:03:00.000+01:00</published><updated>2007-02-10T17:14:58.712+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Rc3vctYVI3I/AAAAAAAAAAM/alLOIlpzMrM/s1600-h/nordeuxjambesYvan+Galvez.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Rc3vctYVI3I/AAAAAAAAAAM/alLOIlpzMrM/s320/nordeuxjambesYvan+Galvez.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029939635339731826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                          A Minha Mente No Teu Corpo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele quase dormia acordado, olhos sempre vidrados, ausente do mundo, tentava separar a mente do corpo, descarnar todos os sentimentos atabalhoados e perguntava, vezes sem conta, o porquê de sentir o que sentia, fechando-se nas imagens que recordava, nas últimas palavras proferidas e ouvidas naqueles diálogos imaginários, nem sempre claros, em frente do espelho da alma. Remoía, abundantemente, à laia de jogador de xadrez, as jogadas da vida que se lhe assaltavam no pensamento: - porque é que sinto isto, Luísa? Em cada pausa no trabalho, em cada esquina vazia de gente: - Porque é que sinto isto, Luísa? Chegava a abrir um livro nos transportes públicos, para a esquecer nas páginas amarelecidas, detinha-se nas interrogações filosóficas de Nietzsche e no seu sarcasmo em torno do papel feminino na sociedade, compreendia-o e insultava-o, - Este merdas tem razão, enchia-se de coragem e fechava o amarelo do livro, entre duas pulsações de papel um retorno ao cheiro doce, ao fecundo leito agora somente imaginado, e o sarcasmo anteriormente lido juntava-se ao fumo do escape do autocarro, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Se ao menos Nietzsche conhecesse a Luísa&lt;/span&gt;, e desaparecia na atmosfera cinzenta. Antes de chegar a casa parava no café do costume, enchia o copo da imperial por cinco vezes, algumas palavras soltavam-se-lhe da boca, como se de um ventríloquo se tratasse, a voz era dele, mas o boneco era de outro gajo qualquer, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entorna de novo o frio da tua mão no meu peito, Luísa&lt;/span&gt;, adornava cada trago de cerveja com uma nova conversa entre o rato Mickey e o tipo da oficina, olhava para os ponteiros apressados do relógio, pulava por cima do Mickey, do pato do Donald, do Pateta e do mecânico e partia para o seu depósito oficial, S&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e ao menos o Nietzsche tivesse conhecido o sabor dos teus lábios&lt;/span&gt;, chegando à hora do costume.&lt;br /&gt;- Boa noite.&lt;br /&gt;- Boa noite querido, o jantar está na mesa.&lt;br /&gt;- Não tenho fome, vou dar um beijo aos miúdos e vou-me deitar.&lt;br /&gt;Embora soubesse que o seu gelo contagiava todo o árctico da casa, não pensava sequer em alterar fosse o que fosse. – Come ao menos uma sopa, entrava no quarto – Come ao menos uma peça de fruta, e entregava-se ao torpor do jardim dos lençóis, - E um pouco de queijo?, ligava o rádio e detinha-se a escutar o som por ele vomitado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre-se devagar neste país&lt;br /&gt;onde é depressa a mágoa e a saudade&lt;br /&gt;oh meu amor de longe quem me diz&lt;br /&gt;Como é a tua sombra na cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre-se devagar em frente ao Tejo&lt;br /&gt;repetindo o teu nome lentamente&lt;br /&gt;cintura com cintura, beijo a beijo&lt;br /&gt;e gritá-lo, abraçado, a toda a gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre-se devagar e de morrer&lt;br /&gt;fica a cinza de um corpo no olhar&lt;br /&gt;oh meu amor a noite se vier&lt;br /&gt;é seara de nós ao pé do mar  (Canção: Rua do Quelhas - Vitorino)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucumbia aos diálogos frenéticos (onde estás? Tens outro? Ainda me amas? Ela gosta de mim, ela só está a fazer mais um daqueles jogos, estou certo, eu sei que sim) – Um leite quente?, e adormecia sem escutar o gelo que deixara para trás, - E olhares para mim ao menos?!, sem olhar para trás, numa fuga obsessiva.&lt;br /&gt;- Porque Choras Ana?&lt;br /&gt;- Porque quero.&lt;br /&gt;- Tens algum problema?&lt;br /&gt;- Consegues ver quantos pés no fundo da cama?&lt;br /&gt;- Quatro&lt;br /&gt;- Então diz-me porque é que eu vejo seis?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-2529461674229573455?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/2529461674229573455/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=2529461674229573455' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/2529461674229573455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/2529461674229573455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/02/minha-mente-no-teu-corpo-ele-quase.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/Rc3vctYVI3I/AAAAAAAAAAM/alLOIlpzMrM/s72-c/nordeuxjambesYvan+Galvez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116951054850780084</id><published>2007-01-23T00:56:00.000+01:00</published><updated>2007-01-23T01:02:28.510+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/1600/766917/jesus.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/320/421167/jesus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Diabo Seja Cego Surdo e Mudo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Ardo na chama vil&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Acendo a luz da esperança&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Morro de mil prazeres&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Perdoou mil pecados&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Amo a libertinagem&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Amo o próximo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Carne, ópio, obscenidade&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Piedade, devoção, santidade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Eu sou o Diabo&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Eu sou Jesus&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Eu sou livre&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Eu fiquei preso na cruz. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116951054850780084?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116951054850780084/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116951054850780084' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116951054850780084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116951054850780084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/01/diabo-seja-cego-surdo-e-mudo-ardo-na_23.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116907953639271305</id><published>2007-01-18T00:48:00.000+01:00</published><updated>2007-01-18T16:33:22.373+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>qu&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/1600/531082/chelasj.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/320/868457/chelasj.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Abre o Lixo do Amor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada molhada conduzia-os até um dos comércios clandestinos de Chelas. Ele de gorro preto, usado por mais de mil cabeças, olhos cansados e no rosto a poeira humedecida, entranhada nas rugas profundas, fruto do suor desperdiçado nas voltas da vida. Ela de sorriso irónico, de quem nunca espera nada de bom, partilhando da mesma poeira. Chegavam sempre por volta das dez horas à compilação desarrumada dos prédios arco-íris. O cheiro a mijo, copiosamente vivo, expulsava sombras dos becos labirínticos, desenhados nas traseiras daquele betão colorido. &lt;strong&gt;A dose do costume ó Bexigas?&lt;/strong&gt; As moedas soltavam-se-lhe da mão, com alguma dor, pela vontade de ser gente e pela antecipação dolorosa da ressaca futura. &lt;strong&gt;- Até amanha sócio!&lt;/strong&gt; Bexigas saía do beco, na companhia de outras sombras, e voltava-se agora para a babilónia da rua, de bolsos cheios de sonhos alucinantes. Ciganos vendiam na calçada as cuecas mais baratas, alguma vez vistas, enquanto o Mercedes albergava ainda as crianças ranhosas em pijama. Lena esperava-o no outro lado da estrada, sentada na paragem, e observava, impavidamente, o seu reflexo na janela do autocarro, Tens dentes? Tens. Tens cabelo? Tens. Pareces normal? Embora pensasse que sim, a expressão misericordiosa dos passageiros que a olhavam faziam-na acreditar que o gancho do cabelo estava mal colocado, que as olheiras estavam demasiadamente pinceladas de insónias, &lt;strong&gt;Os putos estão cheios de ranho, vão cagar o Mercedes todo&lt;/strong&gt;, e que a roupa, mesmo só pelo aspecto, cheirava aos becos revisitados vezes sem conta pelo seu companheiro, &lt;strong&gt;Vamos lá freguês, o cigano está maluco e faz tudo a um euro, é comprar, é comprar!&lt;/strong&gt; todos os dias, sem excepção.&lt;br /&gt;Sorriram um para o outro, com os poucos dentes que restavam, beijavam-se com o pouco amor que restava nos olhares curiosos que os cercavam, e partiam, caminhando por entre sonhos de algibeira e misericórdias transeuntes, de mãos dadas, sempre de mãos dadas, com toda a fé peregrina, até à próxima babilónia. – Vais ver Lena, hoje vai haver concerto no Atlântico, vai ser uma arrumar de carros que não imaginas, vamos abrir uma empresa de arrumação automóvel, com farda e tudo, vamos comprar uma casa, uma casa não, um castelo, tu mereces um castelo minha rainha e um Mercedes como o dos ciganos. Uma sandes no bucho, de torresmos, água da torneira &lt;strong&gt;Torce tudo para a esquerda agora,&lt;/strong&gt; e uma chuva massacrante, alimentavam mais um dia, &lt;strong&gt;Farda vai ser verde e amarela&lt;/strong&gt;, de trabalho, de misericórdias descrentes, &lt;strong&gt;Está bom assim&lt;/strong&gt;. Carros apressados e ambulâncias galopantes salpicavam a cidade de ansiendade. Casais atarefados, de olhos vazios, à laia de bonecos de cerâmica dos antiquários, sem expressão, marchavam rumo ao dormitório, depois de mais um dia expostos numa vitrina qualquer,sem sangue, sem as rugas poeirentas e sem os ganchos desconjuntados, com todos os dentes nas bocas fechadas. - Vamos seguir-lhes os passos Lena, já não há mais lugares vazios para inventar, mas ainda não vai ser desta que me torno um empresário de sucesso, daqueles com gravata e tudo. Regressavam agora ao castelo de madeira da barraca, arrumada entre uns caniços e umas quantas outras barracas, algumas delas já abandonadas por força da mão do Senhor, nos arredores do campo da bola do Oriental, uma espécie de condomínio desintegrado, com a pressa vagarosa de uma lesma, de mãos dadas, copiando os passos de cerâmica e ditando, sílaba a sílaba, o calor de um beijo, &lt;strong&gt;Ainda temos sangue&lt;/strong&gt;, a quem se atrevesse a olhar. Ao chegar, deitaram-se num colchão raquítico de riscas azuis, separaram metades de limão, colheres queimadas e seringas usadas. Adormeciam de mãos dadas e de barriga cheia de sonhos, de tal forma que, por entre as ripas de madeira do castelo, o Tejo parecia um imenso lençol azul, onde se abrigavam. Comprem as cuecas mais baratas fregueses, caminhem de olhos vazios com as vossas pernas de cerâmica, comprem um Mercedes com crianças ranhosas lá dentro, lancem olhares misericordiosos a tudo o que arrume carros com gorros piolhosos e acima de tudo evitem pensar que no lixo pode nascer o amor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116907953639271305?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116907953639271305/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116907953639271305' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116907953639271305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116907953639271305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/01/qu-abre-o-lixo-do-amor-estrada-molhada.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116855898757233746</id><published>2007-01-12T00:41:00.000+01:00</published><updated>2007-01-12T01:37:09.896+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/1600/449764/victor-leste-angola.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/320/854798/victor-leste-angola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Deste Que Vos Ama&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu agora já não vejo tão bem, antes sim, via tudo, o que os olhos alcançavam e o que nunca deveria ter visto, agora não…&lt;br /&gt;Mordia o sol as 18 horas, vestido de laranja fosco, enquanto as tropas descansavam nas sombras desengonçadas das árvores cujo o nome nunca ninguém saberá. O ar abafado e húmido só não destruía os mosquitos, uma chapada no braço, na cara, um coçar de desespero e mais um vampiro morto entre milhões que se regozijam às voltas incertas no ar. Eu mastigava, deitado, a palha seca dependurada no canto da boca, e todos os outros quicos queixavam-se em harmonia aos deuses, ao sol, aos mosquitos, nem eles sabiam a quem mais se queixar. Após um mês na selva, em plena guerrilha, era-nos agora servido o néctar dos deuses, a estranha paz.&lt;br /&gt;- Meu tenente desta vez foi o Afonso, atrás da igreja com a corda do sino, o corpo ainda está quente meu tenente. Nada a fazer, nem lágrimas suportava na minha cara saturada das picadas, simplesmente mais um, mais um, mais um. Estes gajos estão treinados para matar e lutar, para comer merda se for preciso, agora para o sossego não, para a depressão da paz não, nem para a nostalgia que lhes invade o pensamento com imagens da família, das mulheres, dos amigos, do jogo clandestino, das bebedeiras depois do trabalho, das carícias duma fulana qualquer, da estupidez que os norteia, &lt;strong&gt;Matar meu tenente, só sei matar e pendurar as cabeças dos pretos no chaimite,&lt;/strong&gt; dos bichos em que se tornaram. Hoje o Afonso, ontem o Caneças, amanha outro tísico qualquer, é-me indiferente. Se há coisa que aprendi na guerra, foi a jogar xadrez com a morte, é tão nítida a sua presença que quase lhe sinto o odor e quase lhe vislumbro os traços negros da silhueta. Neste momento estamos empatados, posso avançar o meu peão, para destapar a diagonal do bispo, e assim ficar com três possíveis ataques ao cavalo dela, mas o problema é porra da rainha, ela com esta peça consegue fuzilar todo o batalhão, &lt;strong&gt;Meu tenente o corpo ainda está quente&lt;/strong&gt;, de qualquer forma, isto não passa de um jogo, tudo não passa de um jogo, aquela cabeça ali pendurada, entre os faróis do chaimite, pertence a um peão que avançou cedo demais, foi degolado apenas, só não entendo porque é quando escrevo isto nas minhas cartas, enviadas à família, ficam estupefactos com a ligeireza com que descrevo o golpe eficaz da catana no pescoço mole, o sangue jorrado segundos depois e a posterior exibição do troféu, como é que ficam impressionados com tudo isto? É que para nós é tudo tão natural. Aquele ao menos não vai ter que voltar a fugir da rainha, não vai ter de pensar que já teve uma vida, mesmo que de asno, como a minha em Lisboa, a suportar os desabafos da sogra e as intrujices do sogro, e que de um momento para o outro lhe disseram: - Ou matas ou morres.&lt;br /&gt;- Mas avô diz-me, que idade tinhas nesta foto? Aquilo no teu colar são orelhas?&lt;br /&gt;- Não consigo ver.&lt;br /&gt;- Avô vê melhor a foto.&lt;br /&gt;- Eu agora já não vejo tão bem, antes sim, via tudo, o que os olhos alcançavam e o que nunca deveria ter visto, agora não…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b.m.l.r.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116855898757233746?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116855898757233746/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116855898757233746' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116855898757233746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116855898757233746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/01/deste-que-vos-ama-eu-agora_116855898757233746.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116835525626146922</id><published>2007-01-09T15:59:00.000+01:00</published><updated>2007-01-10T00:12:36.163+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://download.yousendit.com/C14768CC29BCAE4C"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/320/487280/musgueirablog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NÃO PASSES MAIS COM ELE LÁ NA MUSGUEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de tanto tempo de seres minha,&lt;br /&gt;cavaste, outro arranjaste, fostes foleira,&lt;br /&gt;vi-te passar com esse trinca-espinhas,&lt;br /&gt;junto à minha barraca na Musgueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi-te passar com esse trinca-espinhas,&lt;br /&gt;junto à minha barraca na Musgueira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia-me vingar quando te vi,&lt;br /&gt;marcar-te esse focinho com uma faca,&lt;br /&gt;mas vinguei-me a borrar, borrei para ti,&lt;br /&gt;por entre as tábuas toscas da barraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vinguei-me a borrar, borrei para ti,&lt;br /&gt;por entre as tábuas toscas da barraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavaste e que o Diabo te persiga,&lt;br /&gt;só te desejo mal, grande marreca,&lt;br /&gt;que tenhas caspa e sarna na barriga,&lt;br /&gt;que te caia o cabelo, fiques careca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tenhas caspa e sarna na barriga,&lt;br /&gt;que te caia o cabelo, fiques careca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas olha minha tosca bagaceira,&lt;br /&gt;antes que fosses dele, eu já fui teu,&lt;br /&gt;podes sempre passar lá na Musgueira,&lt;br /&gt;mas nunca tragas esse camafeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes sempre passar lá na Musgueira,&lt;br /&gt;mas nunca tragas esse camafeu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S. clickem na foto para poderem sacar este fado mirifico de um fadista genial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116835525626146922?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116835525626146922/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116835525626146922' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116835525626146922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116835525626146922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/01/no-passes-mais-com-ele-l-na-musgueira.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116783300306788505</id><published>2007-01-03T15:00:00.000+01:00</published><updated>2007-01-03T15:08:49.103+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/1600/853455/HappyNewYear.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/320/598089/HappyNewYear.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Cordas Partidas e Um Feliz Ano Novo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já bate os tachos a menina&lt;br /&gt;E os foguetes começam estalar!!!&lt;br /&gt;Patameiras terra pequenina&lt;br /&gt;Não aguenta este trepidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das cordas da guitarra&lt;br /&gt;Foi para a cilíndrica terra,&lt;br /&gt;De cajado na mão e samarra,&lt;br /&gt;Guardar as ovelhas na serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai ele é isso?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sabia!! nem vale a pena…&lt;br /&gt;merda para ele e para as ovelhas!&lt;br /&gt;Grita a corda mais morena,&lt;br /&gt;Deitando fumo p’las orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só isso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já esta morena também fugiu&lt;br /&gt;Para as costas do nosso mar,&lt;br /&gt;Enrolado num medroso assobio&lt;br /&gt;Solta-se o Lá vou eu também pastar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já decidi, vou para Xangai&lt;br /&gt;Essa cidade de costumes ricos,&lt;br /&gt;Adeus mãezinha, adeus pai,&lt;br /&gt;Que isto é terra de maçaricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alem disso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se depois irei para o Tibete,&lt;br /&gt;Maldivas ou Santa Maria da Feira,&lt;br /&gt;Até 31 de Dezembro de 2007&lt;br /&gt;Vou fazer as coisas à minha maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, isso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a todos um excelente ano novo&lt;br /&gt;estejam onde estiverem,&lt;br /&gt;eu vou estar junto do meu povo,&lt;br /&gt;isto se nas Patameiras me quiserem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116783300306788505?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116783300306788505/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116783300306788505' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116783300306788505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116783300306788505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2007/01/cordas-partidas-e-um-feliz-ano-novo.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116548923833602241</id><published>2006-12-07T11:31:00.000+01:00</published><updated>2006-12-07T21:59:25.340+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/1600/47429/maos%20dadas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1957/986/320/767308/maos%20dadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Liberdade Condicional&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda se ouviam os últimos gritos de vitória, embora os cravos já estivessem apodrecido nas metralhadoras. O Largo do Carmo, envolto na neblina ribeirinha, relembrava, aos camones que passavam, os factos ocorridos há dois anos atrás, através de cartazes &lt;strong&gt;VIVA A LIBERDADE,&lt;/strong&gt; encalhados nas paredes pesarosas dos edifícios adormecidos, ainda mais podres que os próprios cravos. Carlos repisava, vezes sem conta, aquela calçada para recordar cada passo dado na conquista da sua democracia de mão dada com a sua Isabel, uma rapariga magra, cabelos longos, de expressão paciente, e muito apaixonada pela revolução desenhada no mapa de sonhos do deu cavaleiro libertino, &lt;strong&gt;Mais liberdade, mais vida, mais amor Isabel&lt;/strong&gt;, somava Carlos ao ouvido da paciente rapariga. Caminhavam militarmente, de mãos dadas, &lt;strong&gt;Lembras-te naquele regresso a casa quando as nossas mãos quase se fundiam?,&lt;/strong&gt; contornando as poças de água, os tanques de guerra e somando a cada passo um novo sentimento à democracia prestes a ser sonhada. Como sempre as operações de matemática terminavam na velha casa do Lumiar, numa cama receosa da agitação de dois corpos jovens e sedentos de mais somas. Isabel com o trunfo feminino da sedução, lambia languidamente a orelha direita do cavaleiro, &lt;strong&gt;Já não sinto a tua língua Isabel&lt;/strong&gt;, dois corpos envoltos, fechados numa agitação de pernas e gritos, numa sinfonia digna de uma revolução erótica, até ao culminar da batalha entre dois corpos despejados de tirania, &lt;strong&gt;- A tua língua Isabel, a tua língua?,&lt;/strong&gt; perguntava Carlos, em cada recordação no largo do Carmo, vestido com a sua invisível farda de tenente-coronel e de peito intumescido pelas conquistas cada vez mais apagadas, &lt;strong&gt;PORTUGAL!! PORTUGAL!!,&lt;/strong&gt; outrora de mão dada, &lt;strong&gt;Já passaram dois anos Isabel?,&lt;/strong&gt; sempre a somar a liberdade ao amor e a subtrair o Cardeal Cerejeira ao poder cada vez menos repressivo da PIDE, &lt;strong&gt;Responde Isabel!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O desejo de percorrer o desconhecido tomou posse de Carlos, tal como de outros tantos jovens desconhecedores que no nosso país também se podiam descobrir ou inventar novos sonhos, &lt;strong&gt;Um revolucionário não se pode casar aos 20 anos Isabel,&lt;/strong&gt; estava na moda fugir da tradição. O cinema, o jogo, o álcool, &lt;strong&gt;Quero lá saber o que é que a tua família pensa de mim&lt;/strong&gt;, as casas de meninas cintilantes, tudo era novidade, tudo o fazia esquecer os cabelos longos e pacientes, a lânguida língua, &lt;strong&gt;Se eu soubesse Isabel&lt;/strong&gt;. O emprego no exército e a herança deixada por uma tia-avó ajudavam a suportar as novas investigações, de tal forma que todos os dias eram noite de expedição. Entre o fumo e o calor perfumado de uma das casas de putas na Almirante Reis, o libertino narrava ao ouvido daqueles fantoches de lantejoulas perfumadas, façanhas nunca feitas, amores nunca vividos, &lt;strong&gt;E a tua língua meu amor?!&lt;/strong&gt;, à laia de Dom Quixote, sem entender o porquê de tudo aquilo, das bebedeiras, das putas, da ausência de moínhos de vento, do 25 de Abril, &lt;strong&gt;Lembraste quando as nossas mãos quase se fundiam Isabel?&lt;/strong&gt;, em cada noite um hálito diferente, uma mosca diferente pousava sobre a sua cabeça e no regresso ao Lumiar a cama já não temia qualquer movimento violento ou complacente. O corpo, solitário, quedava-se assombrosamente como o de um fantasma cansado, no quarto gelado, na tua ausência gelada Isabel, na ausência dos teus passos femininos Isabel, &lt;strong&gt;Lembraste das somas Isabel?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mais um dia no quartel e mais uma noite na Almirante Reis, risos melancólicos, fartos da revolução, espalhavam-se nos sofás vestidos de carne nua, &lt;strong&gt;- Vamos tiranizar esta merda para depois revolucionar Isabel?&lt;/strong&gt;, sonhava Carlos enquanto se dissolvia entre as pernas de um novo fantoche, &lt;strong&gt;Vamos somar tudo de novo Isabel?&lt;/strong&gt;, os cabelos prendiam-se entre os dedos, um gemido de dor soltava-se, o fantoche erguia a sua cabeça de trapo e gritava:&lt;br /&gt;- Merda mais a este velho bêbedo, não me aperte a mão, nem me chame Isabel, se quiser pague primeiro. Bramia a madame ao ver-se apertada contra o corpo mole do tenente-coronel fictício, &lt;strong&gt;Nem esta me quer Isabel,&lt;/strong&gt; cada vez mais embriagado, &lt;strong&gt;Eu não podia imaginar que a revolução era isto meu amor.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Pague primeiro, e não me aperte as mamas, irrrra!! continuava o fantoche a gritar enquanto golpeava involuntariamente a orelha esquerda do cavaleiro, com a sua unha vermelho cravo.&lt;br /&gt;Carlos, retornava ao Lumiar de orelha inchada, de quarenta anos inchados, de garganta inchada de tanta revolução, &lt;strong&gt;Lembraste das nossas mãos fundidas, quando regressávamos a casa?,&lt;/strong&gt; de descobertas de fantoches, &lt;strong&gt;Merda que me dói o abano!&lt;/strong&gt;, de álcool apaziguador. Olhou-se no espelho côncavo do velho guarda-vestidos, sentado na cama outrora medrosa, no alto dos seus quarenta longos anos e secou a lágrima escondida:&lt;br /&gt;– Dói-me a orelha esquerda e a ausência da tua língua na da direita, Isabel. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116548923833602241?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116548923833602241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116548923833602241' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116548923833602241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116548923833602241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2006/12/liberdade-condicional-ainda-se-ouviam.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116421368572467324</id><published>2006-11-22T17:24:00.000+01:00</published><updated>2007-01-21T01:54:56.746+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1957/986/1600/0397_humornanet_com_cu.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1957/986/320/0397_humornanet_com_cu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;AMOR EM HORA DE PONTA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9:00 e já o at3u andava no meio do trânsito. Objectivo: entrega de un coche (olé!) para os lados de Oeiras. No regresso, apanhei boleia de um colega gringo que já me esperava há largos minutos, com uma cara mais entediada que um masoquista sem a sua vergastada madrugadora. BOM DIA! Bom dia gringo! E seguimos em frente, ou por outra seguimos aos S’s, por entre outros masoquistas também eles entediados com a lentidão daquela centopeia de automóveis. A meio do percurso um gringo mais distraído ousou atravessar mesmo em frente do nosso coche (olé!):&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- MAS QUE FILHO DE UMA GRANDESSÍSSIMA P . . A!! TENS SORTE QUE ESTOU COM PRESSA MEU C…ÃO, SENÃO PARTIA-TE TODO!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nunca tinha visto este gringo tão descontrolado,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; NÃO DIZES NADA AT3U?!?! VISTE AQUELE ESTÚPIDO?!?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;pensei em virar-me para trás e dizer um outro impropério só por solidariedade, mas ainda eram 9:40 da manhã, habitualmente só me torno português por volta das 17 horas mais coisa menos coisa, não é por mal mas sempre tive problemas em ser portuga tão cedo. Toca o telemóvel do descontrolado:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- ESTOU, O QUE QUERES QUERIDA?? MAS É SÓ ISSO QUE TENS PARA DIZER?? JÁ DISSE QUE NÃO TENHO A CULPA, ACHAS QUE ISSO RESOLVE ALGUMA MERDA?? AI SIM?? ADEUS!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pronto está explicado, só podia… como é que não pensei logo nisso, temos aqui viagem para mais umas duzentas frases de faca na liga.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- ENTÃO NÃO DIZES NADA AT3U??&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- bem, eu acho que está de facto muito trânsito..&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- ISTO ESTÁ É UMA MERDA!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- ou isso…&lt;br /&gt;(mais uma 5ª sinfonia a brotar do telefone)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt; DESCULPA QUERIDA, MAS TU PÕES-ME NERVOSO… EU?? MAS EU?? OLHA ADEUS?!?! TCHAU!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O trânsito parava para ouvir o diálogo sinfónico, eu acelerava mentalmente, sentado, para sair daquele filme e o raio da rapariga não parava de ligar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- TÁS AÍ CALADINHO ATÉ PARECE QUE VOU SOZINHO Ó AT3U!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- já viste que aqui está menos trânsito, gringo?!?!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- ESTÁ MENOS, MAS ESTES SÃO OS PIORES, CAMBADA DE BURROS, ASELHAS!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;10:20, chegámos ao destino, a centopeia adormecera ali perto do centro da grande Lisboa e os masoquistas sem darem por isso já tinham tido a sua dose de castigo.&lt;br /&gt;No dia seguinte, ainda nem 9 horas eram e já o gringo me esperava ali ao Cais Sodré. Olho para a centopeia mecânica, ainda mais gorda que a de ontem, olho para o gringo e quase que optava por apanhar o metro,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- AT3U ANDA LÁ QUE ISTO HOJE VAI SER UMA VIAGEM DAQUELAS DE LHE SE TIRAR O CHAPÉU, MAS TUDO SE RESOLVE, ESTÁS COMIGO ESTÁS COM DEUS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;olha que linda frase para começar o dia, ou fala-me de burros e aselhas ou fala-me do pastor deles,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- BOM DIA!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Bom dia gringo (olé!)!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- ESTÁ TRÂNSITO, MAS ISTO COM CALMA TUDO SE CONSEGUE,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;aquela optimista frase deixou-me algo surpreendido. No segundo seguinte, um táxi faz uma manobra perigosa, comum a qualquer táxi, mas que nem por isso deixa de ser perigosa, É AGORA, VAI COMEÇAR A FESTA, pensei eu, ainda incrédulo com a boa vontade inicial demonstrada,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- OH MEU SENHOR, MAS ENTÃO ISSO FAZ-SE?! VÁ PASSE LÁ, AFINAL TODOS TEMOS QUE CHEGAR AO DESTINO, É PRECISO É CALMA...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;há aqui qualquer coisa que não está bem, continuei eu a pensar em tons perplexos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- ESTÁS A GOSTAR DESTE TRABALHO? ISTO FAZ-SE BEM, SE TIVERMOS PACIÊNCIA E ALGUMA COMPETÊNCIA, É CANJA..&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Solta-se a primeira 5ª sinfonia da manhã, do telemóvel, JÁ TARDAVA!! Exclamei eu, no alto do meu silêncio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- SIM MY LOVE, ACORDASTE BEM?? QUE NOITE HEIN!? POR MIM TUDO BEM MY LOVE, DEPOIS LIGO-TE MAIS LOGO.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pronto está explicado, só podia… como é que não pensei logo nisso, temos aqui viagem para mais umas duzentas frases de um filantropo acabadinho de sair de uma noite bem sucedida e o trânsito esse, nem parece uma centopeia, mais parece um grande aglomerado de automóveis com pessoas (não masoquistas), que afinal também erram, porque têm que chegar ao destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Quiere, aborrece, trata bien, maltrata,&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;y es la mujer, al fin, como sangría,&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;que a veces da salud y a veces mata.&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lope de Vega&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116421368572467324?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116421368572467324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116421368572467324' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116421368572467324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116421368572467324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2006/11/amor-em-hora-de-ponta-900-e-j-o-at3u.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116390599976558559</id><published>2006-11-19T04:03:00.000+01:00</published><updated>2007-07-28T19:42:01.207+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1957/986/1600/baby.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1957/986/320/baby.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A PAIXÃO DE HITLER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E EU QUE PENSAVA&lt;br /&gt;QUE ERA TÃO SENSÍVEL&lt;br /&gt;SÓ POR USAR&lt;br /&gt;UM BIGODE APETECÍVEL.&lt;br /&gt;ROUBEI PELA GULA&lt;br /&gt;COM GESTOS TÃO NOBRES&lt;br /&gt;CONSTRUI FORTUNA&lt;br /&gt;COM O SANGUE DOS POBRES.&lt;br /&gt;DEITADO NA CAMA&lt;br /&gt;COR VERDE SARGENTO&lt;br /&gt;PERCORRI A VIDA&lt;br /&gt;MATANDO E MORRENDO.&lt;br /&gt;SALTO O SOBRESSALTO&lt;br /&gt;SALTANDO DA CAMA&lt;br /&gt;E GRITo BEM ALTO&lt;br /&gt;MORTE A QUEM NÃo AMA!!&lt;br /&gt;SOZINHO NO LEITO&lt;br /&gt;QUERENDO-TE A MEU LADO&lt;br /&gt;SENTI O TEU ROSTO&lt;br /&gt;AO MEU ENCOSTADO&lt;br /&gt;E O CALOR DE HÁLITO&lt;br /&gt;NAS ASAS DO PEITO,&lt;br /&gt;UNS OLHOS DE VERBO&lt;br /&gt;DE AZUL MAIS QUE PERFEITO.&lt;br /&gt;TOQUEI-TE O CABELO,&lt;br /&gt;BEIJEI-TE NA MÃO,&lt;br /&gt;TIREI A SUÁSTICA&lt;br /&gt;DO MEU CORAÇÃO.&lt;br /&gt;E EU QUE PENSAVA&lt;br /&gt;QUE ERA TÃO SENSÍVEL&lt;br /&gt;SÓ POR USAR&lt;br /&gt;UM BIGODE APETECÍVEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ass: b.m.l.r&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116390599976558559?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116390599976558559/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116390599976558559' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116390599976558559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116390599976558559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2006/11/paixo-de-hitler-e-eu-que-pensava-que.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116389593148100678</id><published>2006-11-19T01:20:00.000+01:00</published><updated>2006-11-19T01:27:27.490+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1957/986/1600/sartre_beauvoir.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1957/986/320/sartre_beauvoir.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Descodificação das Dores (por Sartre)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho por este meio informar que tenho dores de cabeça. Mas não se esqueçam que sou homem, logo perde qualquer tipo de importância. Mas se eu disser, hoje a minha namorada teve dores de cabeça, aqui o caso muda substancialmente de figura (não é uma dor, é a dor DELA).&lt;br /&gt;Sarte: - Hoje doi-me o coração...&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir: - CLARO QUE TE DÓI, NÃO DESCANSAS, SÓ FUMAS, SÓ BEBES!!&lt;br /&gt;(claro que sou eu a vítima desta dor... mas imaginemos o contrário)&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir: -HOJE DÓI-ME O CORAÇÃO!!&lt;br /&gt;Sartre: - claro que te dói, não descansas, não páras um segundo, sempre a escrever... (a minha afirmação foi bem mais "soft", mas mesmo assim vai dar m***a)...&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir: OLHA, É PARA VERES A VIDA Que EU TENHO, Não ME VÊS A BRINCAR POIS Não?? Não ME VÊS A JOGAR SNOOKER COM AS MINHAS AMIGAS COMO TU FAZES, POIS Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soluções para estes casos:&lt;br /&gt;1º sorrir e dizer... - EU AMO-TE&lt;br /&gt;2º sorrir e dizer... - tu nem sabes jogar snooker&lt;br /&gt;3º sorrir e dizer... - está uma manha fresquinha&lt;br /&gt;4º sorrir e dizer... - olha vou jogar snooker para prevenir enfartes cardíacos (mas depois arrumem as malas, costuma dar mesmo m***a).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116389593148100678?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116389593148100678/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116389593148100678' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116389593148100678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116389593148100678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2006/11/descodificao-das-dores-por-sartre.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116345256997318790</id><published>2006-11-13T22:13:00.000+01:00</published><updated>2006-11-19T02:07:41.996+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1957/986/1600/popper.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1957/986/320/popper.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Código Popper&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" Penso que só há um caminho para a ciência ou para a filosofia: encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonar-se por ele; casar e viver feliz com ele até que a morte nos separe -  a não ser que encontrem outro problema ainda mais fascinante, ou, evidentemente a não ser que obtenhamos uma solução. Mas, mesmo que obtenhamos uma solução, poderemos então descobrir, para nosso deleite, a existência de toda uma família de problemas-filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo bem estar poderemos trabalhar, com um sentido, até ao fim dos nossos dias"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Karl Popper é um filósofo da epistemologia e da política, do racionalismo e da liberdade, as suas ideias ganharam aceitação internacional e provocaram controvérsia tanto nos meios académicos como entre o público em geral. Autor de várias obras e de várias citações, como esta acima referida. Karl Popper lançou este aforismo, qual farol que ilumina algumas das mentes mais brilhantes da ciência moderna, com o intuito de nos dizer O QUANTO ESTAVA APAIXONADO… (impressionado?). Se eles dizem A MULHER É UM SER COMPLEXO, UM PROBLEMA IRRESOLÚVEL, elas dirão, O HOMEM ESSE PROBLEMA IRRESOLÚVEL, UM SER MUITO COMPLEXO. Popper, apaixonado pela vida ou pela menina da bancada de chás, que eu pensava ser de perfumes, pois só ao fim de muitas horas é que me apercebi da impossibilidade de me perfumar com chá de cidreira ou de tília, decide brindar-nos com este código Popper. Simplesmente encara o problema de frente e de forma racional como é seu apanágio, mesmo que camuflado por este jogo de palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Ele diz-nos, uma relação será sempre um problema (PROBLEMA = RAPAZ/RAPARIGA) , sejamos rapazes, raparigas, sejamos heterossexuais, homossexuais, bissexuais, freiras ou padres. Esta premissa é o primeiro passo para a descodificação do enigma, resta substituir na frase CIÊNCIA e FILOSOFIA por VIDA para entendermos que Popper simplesmente não consegue encarar a sua vida sem mulher-problema, sem a sua vendedora de chás ou perfumes, sem a sua socióloga, ou telefonista, e mais… deseja que o problema inflame para não morrer, correndo este o risco de ser substituído por outro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“problema mais fascinante”&lt;/span&gt;. Ora tentem lá ler a citação após as substituições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Agora que já sentiram o peso de uma vida com mulher/homem - problema, não fujam, não vale a pena porque ele(a) espreita em cada esquina, aconselho antes irem para casa criar projectos para um ou mais problemas-filho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116345256997318790?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116345256997318790/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116345256997318790' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116345256997318790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116345256997318790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2006/11/cdigo-popper-penso-que-s-h-um-caminho.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36865037.post-116231195518243409</id><published>2006-10-31T17:23:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T18:16:37.896+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Está o Baile Armado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;   Há uns dois anos atrás iniciei, como outros milhões de convencidos, a criação de um blog. Não resisti a escrever umas coisas engraçadas, ou supostamente deveriam sê-lo, sobre alguns momentos que constituíam o meu dia-a-dia, sonhos, mentiras e outras banalidades.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;   Embora eu consiga escrever mais que dez linhas, não consegui escrever mais que 3 meses, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por supuesto&lt;/span&gt; a preguiça mental venceu (alguns telefonaram a agradecer a minha desistência). Mas como a teimosia deu-me à luz para ser seu seguidor e com ela fazer as mais tristes figuras aqui estou de novo para tentar abrir a porta de emergência do caótico cérebro que me ilumina. Por isso peço desculpa aos que ainda acreditam na minha salvação, mas não consegui estar quieto e vou voltar, pelo menos, a escrever mais dez linhas sobre tudo e essencialmente sobre nada.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36865037-116231195518243409?l=at3u.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://at3u.blogspot.com/feeds/116231195518243409/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36865037&amp;postID=116231195518243409' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116231195518243409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36865037/posts/default/116231195518243409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://at3u.blogspot.com/2006/10/est-o-baile-armado-h-uns-dois-anos.html' title=''/><author><name>at3u</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12558735737586503720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://1.bp.blogspot.com/_HQgfSJd9uS4/SOvgaIqXnCI/AAAAAAAAABM/8yNXC-EA63s/S220/Cigano2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
